
Imagens obtidas pelo Lagarto Como Eu Vejo mostram os últimos momentos de João Miguel, de 13 anos, antes de o adolescente sair de casa e, horas depois, ser encontrado morto no Rio do Jacaré, em Lagarto.
Em um dos vídeos, dois jovens aparecem caminhando por uma rua e chegando em frente à residência de João Miguel. Eles chamam pelo adolescente algumas vezes, mas, conforme apurado pelo LCEV, naquele momento ele não teria recebido autorização para sair de casa.
João Miguel teria deixado a residência somente no início da tarde. Em outra parte das imagens, um dos jovens que havia aparecido pela manhã retorna ao local, desta vez de bicicleta. O adolescente então sai de casa e segue pela rua acompanhado pelo jovem.
Segundo informações, o jovem que aparece de bicicleta seria a mesma pessoa que aparece na gravação de áudio divulgada anteriormente com exclusividade pelo Lagarto Como Eu Vejo, na qual são relatados supostos detalhes sobre a dinâmica que teria culminado na morte do adolescente.

Essa sequência de imagens passa a integrar a apuração sobre as circunstâncias que antecederam a morte de João Miguel, mas não permite, por si só, concluir o que aconteceu depois que o adolescente deixou sua residência. As circunstâncias do caso seguem sendo investigadas pelas autoridades.
O LCEV também conversou com uma pessoa que pediu para não ser identificada. Ela contestou uma das informações mencionadas no áudio anteriormente divulgado e afirmou que o conteúdo não corresponderia à realidade.
Segundo esse relato, João Miguel era uma criança gentil e costumava realizar pequenos trabalhos, como limpar terrenos no Conjunto João Almeida Rocha, para receber algum dinheiro.
A pessoa também afirmou que o adolescente participava de atividades de escoteiros e reforçou que ele era considerado uma criança “do bem” por pessoas próximas.
O relato também contesta a afirmação de que o adolescente praticaria roubos, informação que havia sido mencionada na gravação anterior, mas que não foi confirmada pelo LCEV e não foi reproduzida na matéria publicada pelo portal.
A pessoa ouvida pelo LCEV também fez um apelo para que o caso seja investigado e para que os responsáveis pela morte do adolescente sejam identificados e, caso comprovada a participação, responsabilizados na forma da lei.
Família e amigos pedem esclarecimentos
Desde a morte de João Miguel, familiares e pessoas próximas vêm utilizando as redes sociais para pedir justiça e cobrar o esclarecimento das circunstâncias que levaram à morte do adolescente.
A Declaração de Óbito à qual o LCEV teve acesso aponta asfixia mecânica devido a afogamento como causa da morte e registra ainda traumatismo cranioencefálico como outra condição significativa.
As novas imagens e os relatos obtidos pelo portal podem ajudar a estabelecer a sequência dos acontecimentos antes da saída do adolescente de casa, mas a responsabilidade pela apuração dos fatos cabe às autoridades policiais.
O LCEV continuará acompanhando o caso.
Por LagartoComoEuVejo.com.br





