
Uma gravação obtida pelo Lagarto Como Eu Vejo neste sábado (29) apresenta um relato atribuído a um indivíduo que afirma ter participado de parte dos acontecimentos que antecederam a morte de um adolescente de 13 anos, encontrado no Rio do Jacaré, em Lagarto, na manhã da última quinta-feira (27).
No áudio, que aparenta ter sido gravado no dia seguinte à morte do adolescente, o indivíduo relata que esteve com o jovem e outras pessoas antes de ele entrar no rio. Segundo o relato, ele teria dado alguns tapas no adolescente.
Na sequência, afirma que outra pessoa teria entrado na situação e provocado o afogamento do adolescente. Em determinado momento, ele atribui a essa pessoa a responsabilidade pela morte.
O relato também menciona a presença de outras pessoas durante a ocorrência. O Lagarto Como Eu Vejo optou por não divulgar os nomes citados na gravação, uma vez que a eventual participação dos envolvidos ainda precisa ser esclarecida pelas autoridades.
As informações apresentadas na gravação ainda não foram confirmadas oficialmente. O conteúdo representa a versão relatada pelo indivíduo e deverá ser analisado no contexto da investigação que busca esclarecer as circunstâncias da morte do adolescente.
Declaração de Óbito aponta causa da morte
O Lagarto Como Eu Vejo também teve acesso à Declaração de Óbito do adolescente. No documento, consta como causa direta da morte “asfixia mecânica”, tendo como causa antecedente “afogamento”.
A declaração também registra traumatismo cranioencefálico no campo destinado a outras condições significativas.
As informações do documento confirmam, portanto, que o afogamento consta oficialmente entre as causas que levaram à morte. Já as circunstâncias em que o adolescente entrou no rio e a relação entre os demais fatos relatados na gravação e o traumatismo cranioencefálico ainda dependem da investigação.
Entenda o caso
O adolescente, de 13 anos, foi encontrado morto no Rio do Jacaré, nas proximidades do Conjunto João Almeida Rocha, na manhã da quinta-feira (27).
Segundo informações obtidas pelo Lagarto Como Eu Vejo, ele havia desaparecido na tarde da quarta-feira (26). Nas primeiras horas do dia seguinte, o corpo foi localizado pelo pai.
O Corpo de Bombeiros foi acionado e realizou o resgate. Posteriormente, o corpo foi recolhido pelo Instituto Médico Legal (IML) para os procedimentos necessários.
A Polícia Militar também esteve no local durante a ocorrência.
Familiares e amigos pedem justiça
Após a morte do adolescente, amigos e familiares de João Miguel passaram a compartilhar nas redes sociais uma arte em homenagem ao jovem e em defesa da apuração dos fatos.
A imagem traz a mensagem “Nós queremos justiça pela vida do João Miguel” e destaca que o adolescente era morador do Conjunto João Almeida Rocha.
A publicação também reforça a mensagem de que “justiça não é vingança” e pede que o caso seja esclarecido pelas autoridades. A arte vem sendo compartilhada por pessoas próximas ao adolescente nas redes sociais, acompanhada da hashtag #JustiçaPorJoãoMiguel.
Por LagartoComoEuVejo.com.br





