
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta segunda-feira (26) que o senador Flávio Bolsonaro (PL) entregue seus passaportes à Polícia Federal (PF) e fique proibido de deixar o Brasil.
A medida foi revelada pelo próprio parlamentar nas redes sociais, já que a decisão judicial está sob segredo de Justiça. A determinação faz parte de uma investigação conduzida pelo STF que envolve Flávio Bolsonaro e o advogado Willer Tomaz.
Na semana passada, Moraes ordenou o bloqueio de até R$ 6 bilhões em bens e valores ligados ao advogado, investigado por suspeitas de lavagem de dinheiro em operações relacionadas ao setor de apostas esportivas.
Segundo informações preliminares da Polícia Federal, Flávio Bolsonaro seria beneficiário de recursos da Alcazar Holdings, empresa sediada na Ilha da Madeira, em Portugal, que também é investigada.
Flávio Bolsonaro questiona decisão
Em manifestação nas redes sociais, o senador afirmou que foi informado da determinação judicial após visitar seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Flávio questionou a medida e afirmou que ela estaria relacionada a uma declaração de seu irmão, Eduardo Bolsonaro, que está nos Estados Unidos. Na semana anterior, Eduardo havia defendido que o senador deixasse o Brasil caso fosse derrotado na eleição presidencial.
O parlamentar também questionou o momento da decisão, tomada, segundo ele, após o resultado da eleição.
Derrota nas eleições presidenciais
A determinação ocorre um dia depois do segundo turno das eleições presidenciais, realizado no domingo (25), quando Flávio Bolsonaro foi derrotado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), reeleito para um quarto mandato.
Após a divulgação do resultado, Flávio não reconheceu a vitória do adversário e anunciou que pretende pedir a anulação da eleição, contestando, entre outros pontos, a ampliação do horário de votação determinada pela Justiça.
Fonte: Agência Brasil




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