
Uma familiar de Jade Cristiane da Silva, de 18 anos, relatou possíveis agressões e restrições de contato enfrentadas pela jovem antes de morrer após ter o corpo queimado, no bairro Loiola, em Lagarto. Em entrevista ao Cidade Alerta, da TV Atalaia, ela também contestou a informação de que o suspeito seria namorado da vítima e afirmou não saber como era a relação entre os dois.
Jade morreu na segunda-feira (5), após ficar internada com queimaduras. Ela deixou uma filha de 2 anos, que, segundo a entrevistada, já morava sob seus cuidados. Durante a apresentação da reportagem, o programa fez um apelo por assistência jurídica na área cível para ajudar a família a regularizar a tutela da criança.
De acordo com a familiar, Jade costumava fazer chamadas de vídeo diariamente para conversar com ela e ver a filha. Esse contato, porém, teria sido reduzido nos últimos meses. A entrevistada afirmou ter percebido mudanças no comportamento da jovem e dificuldades para conversar livremente, pois o suspeito estaria sempre por perto.
A familiar relatou ainda ter visto Jade com marcas que atribuiu a ferimentos de faca e com um olho machucado. Segundo ela, essas informações foram apresentadas em depoimento na Delegacia da Mulher em Lagarto.
Durante a entrevista, a mulher disse acreditar que Jade estava submetida a uma situação de “liberdade vigiada”. Ela mencionou uma mensagem em que a jovem dizia sentir saudade da família, mas afirmava que não podia visitá-la.
A entrevistada também relatou que, durante uma ida a um parque em setembro, o suspeito teria puxado Jade pelos cabelos para retirá-la do local. Segundo a familiar, a casa onde a jovem morava tinha o aluguel pago por ela, e o homem passou a permanecer no imóvel.
Sobre o vínculo entre Jade e o suspeito, a familiar afirmou que a jovem não tinha um relacionamento fixo conhecido por ela. Ao ser questionada pela repórter, reconheceu que não poderia afirmar como era a relação entre os dois no período em que perdeu o contato mais próximo com a vítima.
Investigação
Conforme publicado anteriormente pelo Lagarto Como Eu Vejo, Jade sofreu queimaduras em uma agressão atribuída a Robert Douglas. Segundo as informações recebidas pelo portal, ela conseguiu ligar o chuveiro para tentar conter as chamas, mas precisou ser hospitalizada e não resistiu aos ferimentos.
Em resposta ao LCEV, a Polícia Civil informou que o suspeito morreu em confronto com policiais e que a investigação estava sendo concluída. O sepultamento de Jade ocorreu na segunda-feira (5), no povoado Gravatá.
Por LagartoComoEuVejo.com.br





