
O ex-candidato à Presidência Augusto Cury (Avante) anunciou nesta quinta-feira (8) apoio a Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno da eleição presidencial. Segundo Cury, a decisão está vinculada a compromissos relacionados à educação, saúde, economia e pacificação nacional.
O anúncio ocorreu após uma conversa por videochamada entre os dois. Cury afirmou que não pretende integrar um eventual governo do candidato e que o apoio não envolve negociação de cargos, privilégios ou vantagens pessoais.
Em nota divulgada pela assessoria, o ex-presidenciável declarou que manterá sua independência e poderá cobrar, questionar e criticar as ações de Flávio caso ele seja eleito.
O termo de compromisso apresentado reúne oito pontos: defesa do fim da reeleição presidencial, valorização dos professores e ampliação da educação em tempo integral, expansão da telemedicina no SUS, proteção às mulheres, fortalecimento do cooperativismo, financiamento de microempreendimentos, aumento da produção sustentável de alimentos e pacificação nacional.
Na área da educação, o documento propõe ampliar o ensino técnico e incluir conteúdos como gestão financeira, empreendedorismo e novas tecnologias. Para a saúde, prevê atendimento remoto integrado ao SUS, com encaminhamento presencial quando necessário.
Entre as propostas econômicas estão a oferta de crédito para microempreendedores, com participação do BNDES e de outras instituições financeiras, e a meta de dobrar a produção brasileira de alimentos em dez anos.
O texto também estabelece o compromisso de governar para pessoas de diferentes posições políticas, sem perseguição ou vingança. A execução das medidas, conforme o documento, deverá respeitar as atribuições da Presidência, a responsabilidade fiscal e a participação do Congresso nas mudanças legislativas e constitucionais.
Cury terminou o primeiro turno em terceiro lugar, com 3.448.569 votos, equivalentes a 2,89% dos votos válidos. Flávio Bolsonaro disputará a Presidência com Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno, marcado para 25 de outubro.
Com informações de GloboNews e g1.





