
Uma mãe procurou o Lagarto Como Eu Vejo para relatar dificuldades enfrentadas para conseguir refazer o Teste do Pezinho do filho após a primeira coleta apresentar amostra insuficiente.
Segundo a mãe, o primeiro teste foi realizado no dia 21 de agosto, no Posto do Leite, dentro do prazo estabelecido. Dez dias depois, a enfermeira responsável pela área entrou em contato informando que seria necessário repetir o exame porque a amostra coletada teria sido insuficiente.
A mãe afirma que, na primeira coleta, foram preenchidas as seis marcações do papel utilizado para o teste. Ela relata que acredita que a amostra possa ter sido armazenada de forma incorreta, pois a coleta foi feita em uma sexta-feira e, segundo ela, o material teria sido deixado para ser enviado na segunda-feira.
Ainda de acordo com o relato, no dia seguinte uma coordenadora da Saúde da Criança do município entrou em contato com a família, explicou a situação e pediu que uma equipe fosse até a residência para realizar uma nova coleta.
A mãe conta que os profissionais tentaram realizar a coleta quatro vezes no pé da criança, mas não conseguiram retirar o sangue necessário para o exame. Após as quatro tentativas, ela afirma que não permitiu que furassem novamente o pé do filho.
Segundo a mãe, depois disso, a equipe de saúde deixou a residência. Ela afirma que os profissionais não perguntaram se ela gostaria de tentar refazer o teste novamente e também não ofereceram, naquele momento, outra alternativa para realizar o procedimento.
Posteriormente, de acordo com o relato, profissionais do Hospital Universitário, em Aracaju, entraram em contato com a mãe e perguntaram se ela gostaria de realizar o teste na unidade. Ela afirma que os profissionais do hospital fizeram esse contato após verificarem a dificuldade enfrentada para realizar a coleta e o sofrimento causado à criança pelas tentativas.
Na sexta-feira, segundo a mãe, ela precisou se deslocar até Aracaju para realizar o novo teste.
A mãe afirma que não recebeu, segundo seu relato, assistência da Secretaria Municipal de Saúde para realizar o procedimento em outro local e que, caso o Hospital Universitário não tivesse entrado em contato, seu filho poderia ter ficado sem realizar o exame.
“Eu não tinha conhecimento de formas alternativas e não tive respaldo algum sobre isso”, relatou.
Ao final do relato, a mãe questionou a assistência oferecida pelo município para situações como essa e destacou a importância do acompanhamento adequado para a realização do Teste do Pezinho.
Confira abaixo a nota completa da Secretaria Municipal de Saúde:
NOTA PÚBLICA
A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Lagarto informa que foi necessária a recoleta do Teste do Pezinho de um recém-nascido porque a amostra inicial foi insuficiente para a realização de todos os exames, procedimento previsto pelo Ministério da Saúde.
A equipe entrou em contato com a família e realizou a recoleta na própria residência. Como não foi possível obter o volume necessário, o Hospital Universitário orientou a realização de uma nova coleta. No dia seguinte, a SMS procurou novamente a responsável, que informou ter optado por realizar o procedimento no Hospital Universitário.
A SMS reforça que não houve negativa de assistência. O caso foi acompanhado pela equipe, com atendimento domiciliar, contato com o serviço de referência e oferta de transporte, mantendo o compromisso com uma assistência segura e humanizada.
A SMS permanece à disposição para prestar informações necessárias e mantém o compromisso com uma assistência humanizada, segura e responsável, especialmente no cuidado à saúde materno-infantil.
Por LagartoComoEuVejo.com.br





