
Pelo menos 14 gatos comunitários foram encontrados mortos no campus da Universidade Federal de Sergipe (UFS), em São Cristóvão, entre os dias 6 e 7 de junho. O caso tem gerado preocupação entre membros da comunidade acadêmica e protetores da causa animal.
De acordo com a protetora animal Miriam Guedes, integrante do grupo Amigos dos Animais de Sergipe, dez gatos foram encontrados mortos no sábado (6) e outros quatro no domingo (7). Em publicação nas redes sociais, ela cobrou medidas para evitar novas ocorrências.
Segundo Miriam, além da investigação sobre as causas das mortes, é necessário adotar ações imediatas para impedir que outros animais sejam vítimas de novos ataques.
Em nota, a Universidade Federal de Sergipe informou que está acompanhando a situação e adotando providências em conjunto com os órgãos competentes para esclarecer os fatos. Os casos estão sendo monitorados pela Divisão de Animais Comunitários (Diacom/UFS), responsável pela gestão e acompanhamento dos gatos que vivem no campus.
Os corpos dos animais estão sendo encaminhados ao Departamento de Medicina Veterinária (DMV), onde são realizados exames de necropsia para identificar as causas das mortes.
A universidade informou ainda que mantém atuação conjunta com o Ministério Público Federal (MPF), a Polícia Científica e a Delegacia de Proteção Animal e Meio Ambiente (Depama), responsável pela apuração dos casos.
Conforme a UFS, os registros indicam que os ataques ocorreram durante a noite, período em que a Diacom e outros setores da instituição não estão em funcionamento. As investigações trabalham, inicialmente, com duas hipóteses principais: ataques praticados por cachorros-do-mato ou por matilhas de cães errantes.
A universidade orienta que qualquer informação, imagem, vídeo ou relato sobre movimentações suspeitas seja comunicado à Diacom pelo telefone e WhatsApp (79) 3194-6449.





