A Acelen, empresa responsável pela Refinaria de Mataripe, que abastece parte significativa do Nordeste, incluindo Sergipe, anunciou nesta quinta-feira (19) um novo aumento nos preços dos combustíveis repassados às distribuidoras.
Segundo a empresa, o Diesel S10 teve reajuste de 13,2%, enquanto o Diesel S500 subiu 13,5%. Já a gasolina sofreu aumento de 13,1%.
Com mais esse reajuste, os preços dos combustíveis acumulam altas expressivas nas últimas semanas. Em Aracaju, por exemplo, a gasolina já pode ser encontrada por até R$ 6,99 em alguns postos.
De acordo com a tabela divulgada pela refinaria, os preços para as distribuidoras ficaram assim:
- Diesel S10: de R$ 4,99 para R$ 5,65
- Diesel S500: de R$ 4,89 para R$ 5,55
- Gasolina: de R$ 3,27 para R$ 3,70
A Acelen informou que os valores praticados seguem critérios de mercado, levando em conta fatores como o custo do petróleo, adquirido com base nos preços internacionais, além de câmbio e frete. A empresa destacou ainda que esses preços podem variar tanto para cima quanto para baixo.
Procon vai apurar possível aumento abusivo
Diante da nova elevação, o Procon Sergipe solicitou à Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz) um levantamento das notas fiscais referentes ao mês de março no comércio varejista de combustíveis do estado.
A intenção, segundo o órgão, é verificar se os postos já adquiriram combustíveis das distribuidoras com os novos valores reajustados. Após a análise das informações, o Procon pretende apurar se houve eventual aumento abusivo nos preços cobrados ao consumidor.
Sindpese diz que não controla preços nas bombas
O Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo no Estado de Sergipe (Sindpese) informou que acompanha a alta do preço do barril de petróleo no mercado internacional, mas ressaltou que não interfere nos valores cobrados pelos postos.
Ainda conforme o sindicato, os preços são livres em toda a cadeia de comercialização. A entidade destacou também que os postos revendedores só podem adquirir combustíveis diretamente das distribuidoras e, a partir desse repasse, os estabelecimentos ajustam os preços conforme seus custos operacionais e os estoques disponíveis.
Por LagartoComoEuVejo.com.br
