A Justiça de Sergipe determinou a suspensão da greve dos professores da rede estadual de ensino, iniciada nesta segunda-feira, 9 de março. A decisão foi proferida pela juíza Adelaide Maria Martins Moura e estabelece o retorno das aulas na rede pública estadual.
A medida atende a um pedido apresentado pelo Governo do Estado, que apontou supostas irregularidades na deflagração do movimento grevista. Entre os argumentos citados na decisão estão a ausência de convocação específica de assembleia para deliberar sobre a greve, a inexistência de um plano de manutenção dos serviços essenciais e a falta de comprovação de esgotamento das tentativas de negociação.
De acordo com a liminar, o Sintese (Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras em Educação da Rede Oficial de Ensino de Sergipe) deve interromper imediatamente a paralisação até nova deliberação da Justiça. Em caso de descumprimento, foi fixada multa diária de R$ 60 mil.
Mesmo diante da decisão, o Sintese informou que ainda não havia sido notificado oficialmente e, por isso, a greve seguia mantida. A entidade também confirmou a realização de um ato público em frente ao Tribunal de Contas do Estado de Sergipe (TCE), em Aracaju, nesta terça-feira, 10.
A greve dos professores da rede estadual teve início na manhã desta segunda-feira. Segundo o sindicato, a paralisação foi aprovada após o governo, conforme a entidade, encerrar de forma unilateral as negociações realizadas ao longo de 2025. A categoria reivindica valorização profissional, retomada da carreira do magistério e descongelamento de gratificações.
Ainda de acordo com o Sintese, antes do início da greve, o Governo do Estado já havia acionado o Tribunal de Justiça de Sergipe para pedir a ilegalidade do movimento, mas o pedido havia sido negado naquele momento.
