Edvalda Sales Oliveira, moradora do povoado Quilombo, em Lagarto, denunciou dificuldades para conseguir transporte da Secretaria de Saúde para seu marido, Aquiles Souza, conhecido como Julião, que há quatro anos faz tratamento contra o câncer. Segundo ela, a família enfrenta obstáculos constantes para levá-lo ao hospital.
Ela relata que, desde janeiro, tem passado por essa mesma situação. “É um descaso, a gente tem que se humilhar para conseguir um carro”, desabafou.
Nas últimas semanas, Julião apresentou piora em seu quadro de saúde e precisou de atendimento no hospital três vezes. No entanto, ao solicitar um veículo do município, Edvalda foi informada de que não havia veículos disponíveis. Em uma das ocasiões, a família precisou pagar R$ 90 em um táxi para levá-lo ao hospital.
Na manhã desta terça-feira (25), ao tentar novamente conseguir o transporte, ela foi até a Secretaria de Saúde, mas recebeu a mesma resposta: não havia veículo para levar o marido ao hospital em Aracaju. Sem alternativa, o casal teve que viajar de ônibus até a capital. “Hoje paguei R$ 44,00 de passagem para chegar ao Hospital João Alves e depois R$ 16,00 em um Uber para ir até o Hospital Cirurgia”, detalhou Edvalda que afirmou ainda que seu marido precisou ficar internado.
Na busca para transporte do seu marido, ela relatou que anteriormente chegou a acionar o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), mas foi orientada a buscar a Secretaria de Saúde para providenciar um veículo para esse fim. Sem solução, ela foi ao fórum de Lagarto na tentativa de denunciar a situação e buscar uma solução.
Ela também contou que, na sexta-feira (14), após uma consulta médica, tentou solicitar um carro para retornar a Lagarto, mas recebeu a resposta de que não havia veículos disponíveis e eles tiveram que voltar de ônibus.
Posicionamento da Prefeitura
Em resposta a essa denúncia, a Prefeitura de Lagarto afirmou que Edvalda foi orientada a entrar em contato com o SAMU para realizar a regulação e transporte do paciente. Segundo o município, mesmo que houvesse um carro disponível, não seria possível transportar um paciente em estado delicado sem um enfermeiro ou acompanhamento médico adequado.
Ainda de acordo com a Prefeitura, a solicitação do transporte foi feita na noite anterior e, devido à falta de veículos disponíveis, a demanda não pôde ser atendida de imediato. A administração municipal reforçou que casos de urgência devem ser encaminhados ao SAMU para garantir o atendimento correto.
O caso levanta preocupações, e a população que cobra melhores condições de transporte para pacientes em tratamento de doenças graves.
Por LagartoComoEuVejo.com.br