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Atendimento à saúde no processo transexualizador no SUS é pauta de encontro do MPF e HUL-UFS em Lagarto

Promover e discutir cidadania, inclusão, acolhimento e assistência. Esse foi o tom das falas e posicionamentos durante a realização nessa quinta-feira, 18, do evento “Conhecer a Atenção Especializada no Processo Transsexualizador no SUS Sergipano: trajetória e perspectivas do Ambulatório Transsexualizador do HUL-UFS/Ebserh”, uma realização do Ministério Público Federal (MPF), em parceria com o Hospital Universitário de Lagarto (HUL-UFS/Ebserh).

O encontro aconteceu no auditório do Centro de Simulações e Práticas do Campus UFS Lagarto. O momento foi também de reconhecimento pelos avanços conquistados até agora pelo Ambulatório Transsexualizador do HUL-UFS, único serviço especializado no processo transssexualizador na modalidade ambulatorial no âmbito do SUS em Sergipe. E também de pontuações a respeito de adequações e aperfeiçoamentos para um atendimento cada vez mais acolhedor e resolutivo em favor dos usuários.

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O ambulatório disponibiliza atualmente consultas e atendimentos ao público trans em especialidades e áreas como endocrinologia, ginecologia, psicologia, terapia ocupacional, fonoaudiologia, farmácia, psiquiatria, assistência social, enfermagem e nutrição. Com a habilitação do equipamento pelo Ministério da Saúde, o ambulatório passará a oferecer também a partir do próximo mês – ou no mais tardar em março – procedimento de hormonização para os usuários.

O evento contou com a presença do procurador federal dos Direitos do Cidadão, Carlos Alberto Vilhena; do reitor da UFS, professor Valter Joviniano Santana; do superintendente do HUL-UFS, professor Manoel Cerqueira Neto; da procuradora regional dos Direitos do Cidadão, Martha Carvalho de Figueiredo; do secretário Executivo da SES, Vinícius Vilela; da deputada estadual Linda Brasil; de secretários e gestores municipais; de representantes dos movimentos sociais que apoiam e defendem a população trans e travesti; além dos gestores do Colegiado do HUL e colaboradores da unidade hospitalar.

“Conhecimento e preconceito são braços de uma mesma balança, daí a importância de se priorizar o conhecimento, para que possamos viver numa sociedade cada vez mais fraterna, justa e desprovida de preconceitos”, ressaltou o procurador Carlos Alberto Vilhena. “Saúde é um direito de interesse social indisponível”, destacou.

Para o reitor Valter Joviniano Santana, os movimentos de avanços e de disponibilização de novos serviços e direitos passa necessariamente pela educação. “Temos o dever de entender as demandas e através da educação proporcionarmos soluções e meios que modifiquem realidades e vidas”, pontuou.

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A procuradora Martha Carvalho de Figueiredo chamou a atenção para a importância de meios que garantam a presença e acesso dos usuários no estado aos serviços disponibilizados. “A saúde é um dos campos de grande vulnerabilidade desse público”, enfatizou. “Nossa ideia também é a de que os usuários possam ser acolhidos a atendidos nas unidades básicas de saúde, ficando o atendimento especializado para o ambulatório”, complementou.

“Melhorar é um processo contínuo, porque sempre se pode cuidar, acolher e atender melhor”, observou por sua vez a professora Evelyn Machado, médica endocrinologista responsável pelo ambulatório e gerente de Ensino e Pesquisa do HUL-UFS. “As sugestões, portanto, são bem-vindas, para que a gente possa aperfeiçoar o que hoje já disponibilizamos com olhar diferenciado e empático”, disse.

O superintendente do Hospital Universitário de Lagarto, professor Manoel Cerqueira Neto, lembrou que a unidade hospitalar abraçou desde o começo a causa do ambulatório transsexualizador, entendendo a importância e alcance social do equipamento. “Em ofertar atendimento humanizado, integral e resolutivo, concluiu.

Assessoria

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