Derrame e infarto não avisam quando vão chegar, alerta cardiologista

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As doenças cardiovasculares, principalmente o enfarto e o derrame, matam milhões de pessoas todos os anos no mundo inteiro, principalmente homens. Dados da Organização Mundial de Saúde informam que as doenças do coração mataram 17 milhões de pessoas em 2013. Ciente das estatísticas, a Secretaria de Estado da Saúde foca a campanha Novembro Azul – mês dedicado aos cuidados com a saúde do homem – também nas doenças cardiovasculares e convida os sergipanos a se tornarem protagonistas no enfrentamento desse cenário preocupante.

As doenças cardiovasculares não apresentam sintomas. Elas apenas chegam e quando não matam, deixam sequelas.  “Essa é uma grande dificuldade que todo médico, todo cardiologista, tem na prevenção. É você conseguir convencer alguém a tratar ou prevenir uma doença que não tem sintomas. Em mais da metade dos casos o enfarto acontece como o primeiro sintoma. O indivíduo nunca teve sintomas, às vezes faz exames e estão todos normais do ponto de vista do coração, como por exemplo, um teste ergométrico e, de repente, ao sair da clínica sofre um enfarto”, ilustrou o cardiologista Luiz Flávio Prado.

Para ele, a prevenção das doenças cardiovasculares passa, essencialmente, pela adoção de um estilo de vida saudável. “É possível fazer prevenção de forma muito barata, com muitos poucos exames, mas com mudança de hábitos. Então, embora seja fácil de forma fácil do ponto de vista técnica, é muito difícil do ponto de vista do convencimento. É preciso que a gente esteja sempre alertando as pessoas para que elas se convençam de se alimentar de forma saudável, que é preciso fazer atividade física, não fumar, para que a gente possa então reduzir essa doença que mata tanta a gente mundo a fora, principalmente homens”, aconselhou.

Dosar o colesterol e verificar a pressão regularmente são outras medidas que ajudam a combater as cardiovasculares, porque a doença do coração não tem um fator só, segundo alerta o médico. “São vários os fatores de risco para as doenças do coração, a exemplo da pressão alta, o açúcar, a obesidade, o sedentarismo e o cigarro. Então quanto mais fatores de risco cardiovasculares o paciente acumular, maiores são as chances de ele ter um enfarto ou derrame”, observou Luiz Flávio Prado, lembrando que enfarto e derrame não avisam quando vão chegar.

O médico ainda salienta que, de uma maneira geral, a prevenção deve se iniciar ainda na adolescência. “A gente sabe que boa parte das doenças cardíacas são herança de nosso comportamento alimentar, de hábitos de vida que aconteceram já na adolescência. A Ciência mostra que as placas de gordura no coração, que são a principal causa do enfarto,  elas já começaram a aparecer lá na adolescência , então é importante que esse trabalho seja feito para os adultos, mas que comece também nas escolas, porque a gente precisa aprender a comer direito na escola, a gente precisa saber que exercício físico é importante, não só para ficar bonito, mas porque é importante para viver mais e melhor”, concluiu o cardiologista.

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